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    terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

    O momento em que crianças são resgatadas de escombros após bombardeio na Síria

    1. Ataque das forças do governo sírio matou dezenas de civis no leste de Ghouta, área controlada por rebeldes próxima a Damasco, dizem observadores.


    Mais de 100 pessoas teriam morrido após um ataque de forças do governo Sírio a cidades da região de Ghouta, nos arredores de Damasco.
    Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (SOHR, na sigla em inglês), entidade sediada no Reino Unido, pelo menos 20 crianças estão entre as vítimas.
    Imagens mostram a destruição deixada pelo bombardeio e o resgate de crianças em uma casa em ruínas. Desde o domingo, ataques militares se intensificaram em Ghouta, mas o pior bombardeio foi na segunda.

    A região está sob o controle de rebeldes, e o governo de Bashar al-Assad tenta retomar o controle da área.

    Os bombardeios atingiram não apenas civis, mas também infraestrutura e meios de abastecimento. Padarias, armazéns e tudo o que pudesse abrigar alimentos virou alvo dos morteiros.

    A população teme que a região se torne uma nova Aleppo, cidade que foi destruída pelo conflito na Síria.

    Segundo observadores, quatro hospitais improvisados foram destruídos, o que prejudicou o atendimento aos feridos.

    Voluntários também disseram que os ataques atingiram rodovias, causando bloqueio e impedindo a chegada de ajuda e operações de resgate, além de prejudicar a movimentação de ambulâncias.

    O próximo mês marca sete anos do conflito civil na Síria. Centenas de milhares de pessoas foram mortas desde então, e aproximadamente 5 milhões deixaram o país.

    Os conflitos tiveram início em 2011, com a resposta violenta do governo aos protestos pedindo mais liberdade no país, inspirados na Primavera Árabe.

    Simpatizantes do grupo antigoverno começaram a pegar em armas - primeiro para se defender e depois para expulsar as forças de segurança de suas regiões.

    Ao longo dos meses, o conflito adquiriu contornos de guerra sectária entre a maioria sunita do país e xiitas alauitas, o braço do Islamismo a que pertence o presidente.

    Diante do caos, grupos extremistas, como o autodenominado Estado Islâmico (EI), dominaram partes do país e passaram a ser combatidos por forças internacionais, principalmente dos Estados Unidos.

    As batalhas para retomar os últimos redutos urbanos do EI foram concluídas no fim do ano passado. O conflito entre rebeldes e as forças de Assad, porém, continua.

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